VAC - Velocidade de Atravessamento Constante

Mais do que atender ao desejo da clientela, o melhor é encantá-la

Janete Trevisani
Da Agência Anhanguera
Janete@rac.com.br

Presente em todas as mídias, professor Marins, cujo nome completo é Luiz Almeida Marins Filho, no Brasil por suas palestras, cursos, livros e programas de televisão, utiliza os métodos da antropologia para estudar e propor soluções criativas e adequadas à realidade cultural e social das empresas. No momento, Marins é um dos nomes mais pesquisados no Google, graças aos artigos e as mensagens intituladas motivação & Sucesso, espécie de horóscopo empresarial para quem quer se dar bem na carreira.

Nesta entrevista, ele fala de competência, liderança e reconhecimento.

Pergunta: No mundo moderno e competitivo, há empresas que vencem os desafios e outras que sucumbem frente á concorrência. Qual a real diferença entre elas?

Resposta: Empresas vencedoras são fundamentadas em valores permanentes e não transitórios. È preciso buscar recrutar, selecionar bem e treinar pessoas excelentes e com valores éticos sólidos. Não falo de currículo excelente de pessoas excelentes. Sem gente excelente, comprometida, que faça tudo com atenção aos detalhes e termine o que iniciou, nenhuma empresa poderá ter sucesso num mundo competitivo como o que vivemos. As empresas falam muito que seu principal capital é o humano, mas se dedicam pouco a buscar, formar e desenvolver esses talentos que farão o sucesso da empresa.

Pergunta: O senhor já falou em artigos e palestras que uma empresa precisa surpreender seus clientes. Isso é comum ou raro?

Resposta: È raro. As empresas costumam perguntar o que os seus clientes desejam e atender esses desejos. Isso não é surpreender e encantar. Isso é simplesmente atender. Surpreender é fazer o que o cliente não espera e não o que ele pede.

Pergunta: Encantar o cliente é algo muito interessante, mas nota-se, hoje, uma insatisfação meio generalizada por parte de funcionários que trabalham em lojas, por exemplo. Um certo tédio com a vida que fica evidente na forma de tratar a clientela. O senhor percebe isso ou pelo contrário?

Reposta: Os empregados querem buscar sua motivação para o trabalho fora deles e não dentro deles. Eles querem que alguém os motive. Que a empresa motive. Isso não existe. Eu devo buscar meus motivos, minhas razões para atender bem, para servir o outro, para ser diferença. Muitos funcionários só pensam em ficar um tempo na empresa, levantar o fundo de garantia, trocar de carro, pegar o seguro desemprego e partir para outro emprego. Isso é uma ilusão, pois eles não constroem uma carreira em empresa alguma.

Pergunta: O senhor fala da importância do capital humano. Há empresas que ainda têm dúvidas disso?

Resposta: Não têm dúvidas. O problema é que não agem de acordo com o que dizem acreditar. È fácil: veja quanto tempo de um dia, uma semana ou um mês, um diretor de empresa se dedica a desenvolver pessoas? A buscar, a encontrar pessoas? Quais os programas sérios e comprometidos as empresas têm para reter os melhores talentos? Elas falam, mas há uma enorme contradição entre o discurso e a prática.

Pergunta: Há profissionais populares e até ágeis para algumas funções, mas competência é outra coisa. Como o senhor define um profissional competente?

Resposta: Competente é o comprometido com tudo o que faz e com a empresa, com clientes e fornecedores. È o que faz tudo com atenção aos detalhes. È o que faz follow-up das coisas, o que começa e cuida de seu auto desenvolvimento. Não fica esperando que os invistam nele. Ele investe nele primeiro. Esse é o competente.

Pergunta: O senhor já mencionou que ser simples é o grande charme do século 21. Na sua avaliação, complica-se muito as coisas, como, por exemplo, ouvir de um funcionário: "Isso não é comigo, não é do meu departamento", quando seria mais simples ir atrás da solução para o cliente ou para a pergunta?

Resposta: Só a simplicidade pode levar à necessária velocidade que os dias atuais exigem. Pessoas simples não ágeis, rápidas e fazem as coisas em vez de procrastinar, deixar para depois. Pessoas simples fazem parte da solução e não do problema.

Pergunta: Empresas autoritárias e centralizadas conseguem ser sofisticadamente simples?

Resposta: Claro que não. Empresas centralizadoras perdem tanto tempo criando mecanismo de controle que perdem o foco. Chefes autoritários são inseguros, portanto complicados. Só pessoas com alta auto estima conseguem ser simples. Pessoas autoritárias têm baixa auto-estima.

Pergunta: Chefes com baixo teor de exigência com relação a seus subordinados costumam motivar ou desmotivar os funcionários?

Resposta: Desmotivar. As pessoas querem e desejam uma hierarquia forte e confiável. Chefes que desafiem a inteligência e a faça crescer. "Chefes bananas" que vêem a desídia e nada fazem desmotivam seus subordinados, Há um ditado latino que explica bem isso: bonis nocet qui malis parcìt', que quer dizer: quem poupa os maus, ofende os bons". Quando as chefias não incentivam os bons, os desmotivam e continuarem bons.

Pergunta: Em um dos seus textos, o senhor diz que os chefes estão tímidos no exercício de sua função de chefiar, comandar, coordenar, liderar, Até fingem não ver o erro. No que isso vai dar?

Resposta: Vai dar no que deu. Uma profunda desmotivação dos colaboradores bons. De que adianta ser bom se os maus e os bons são colocados no mesmo cesto? Por que vou me esforçar se os folgados sempre levam a melhor?

Pergunta: Ninguém vence sozinho, mas é raro ouvir uns parabéns por parte da chefia e de colegas de equipe. Demonstrar reconhecimento é algo assim tão difícil? E, em sua opinião, é necessário?

Resposta: O reconhecimento é fundamental para sua motivação. Se não sou reconhecido, por que continuarei me esforçando? Chefes que não elogiam têm baixa auto-estima. Eles pensam que elogiar fará colaboradores folgados, cheios de si. Isso é um erro. È preciso elogiar sempre. Também é preciso celebrar as vitórias, comemorar os acertos de um time.

Pessoas comprometidas:

1) Uma pessoa comprometida procura sempre colocar-se no lugar das outras: sentir o que as outras sentem.

2) Uma pessoa comprometida faz tudo com atenção aos detalhes.

3)Uma pessoa comprometida termina o que começa e não deixa as coisas pela metade.

4) Uma pessoa comprometida vem com soluções, e não com mais problemas, quando tem uma tarefa a cumprir.

5) Uma pessoa comprometida pergunta o que não sabe e demonstra vontade de aprender. Vai fundo até dominar o que não sabe e deveria saber.

6) Uma pessoa comprometida cumpre prazos e horários.

7) Uma pessoa comprometida não vive dando desculpas por seus atos e nem procura culpados pelos erros cometidos.

8) Uma pessoa comprometida não vive reclamando da vida e falando mal das pessoas. Ela age para modificar a realidade.

9) Uma pessoa comprometida não desiste facilmente. Ela não descansa enquanto não resolver um problema. Ela vai atrás da solução.

10) Uma pessoa comprometida está sempre pronta a colaborar com as outras. Ela participa. Dá idéias. Você pode contar com ela.

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